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        Para acessar o Procon de São Paulo, digite www.procon.sp.gov.br. Para encontrar o site, endereço, telefone e outros dados do Procon de outras localidades, acesse www2.mj.gov.br/controleprocon/frmLogon.aspx.
        A página do Idec é visualizada no endereço www.idec.org.br. Há um porém: é preciso se associar. O cadastro é feito no próprio site e a anuidade custa R$ 100.

        Os consumidores paulistas que acham que seu problema é caso de polícia podem fazer um boletim de ocorrência on-line na delegacia eletrônica, em www.ssp.sp.gov.br.

        Caso não concorde com uma multa de trânsito aplicada contra você na cidade de São Paulo, o endereço www.cetsp.com.br/internew/informativo/recdsv/recdsv99.html, da Companhia de Engenharia de Tráfego, explica quais devem ser os procedimentos e informa os prazos para entrar com um recurso.

        Quem se sentiu prejudicado não pode deixar por isso mesmo. Não só há sites que abrem espaço para a reclamação como a internet também oferece a possibilidade da criação de um site próprio de protesto.

        Ficou famoso o caso do consumidor Maritonio Barreto de Almeida, que afirma ter sido fiel a uma marca de automóveis por oito anos. No entanto, após alegar uma série de problemas ao adquirir um novo modelo, resolveu montar uma página de protesto (www.maritonio.com.br), que hoje é um portal de defesa dos compradores de automóveis.

        O portal Injustiça.com (www.injustica.com) recebe denúncias de consumidores que se sentiram lesados e as investiga. Se quiser, o denunciante não precisa se identificar. A TV Injustiça (www.tvinjustica.com), coligada ao Injustiça.com, oferece vídeos no formato Windows Media Player com as reportagens das denúncias.

Quer matar sua curiosidade sobre os livros de "auto-ajuda"?

Leia abaixo trechos de alguns   livros de auto-ajuda: Pai rico, Pai pobre  por Robert Kiyosaki;  Quem Mexeu No Meu Queijo?,  de Spencer Johnson; M.D,  Disciplina, Limite Na Medida Certa, de Içami Tiba; Homens São De Marte, Mulheres São De Vênus, de John Gray;  Você: A Alma Do Negócio,de Roberto Shinyashiki;  A Semente da Vitória, de Nuno Cobra

"Pai rico, Pai pobre"  por Robert Kiyosaki

Tive dois pais, um rico e outro pobre. Um era muito instruído e inteligente; tinha o Ph.D. e fizera um curso universitário de graduação, com duração de quatro anos, em menos de dois. Foi então para a Universidade de Stanford, para a Universidade de Chicago e para a Northwestern University, sempre com bolsa de estudos. O outro pai nunca concluiu o segundo grau.

Ambos foram homens bem-sucedidos em suas carreiras e trabalharam arduamente durante toda a vida. Ambos auferiam rendas consideráveis. Contudo, um sempre enfrentou dificuldades financeiras. 0 outro se tornou o homem mais rico do Havaí. Um morreu deixando milhões de dólares para sua família, para instituições de caridade e para sua igreja. O outro deixou contas a pagar.

Ambos eram homens fortes, carismáticos e influentes. Ambos me ofereceram conselhos, mas não aconselharam as mesmas coisas. Ambos acreditavam firmemente na instrução mas não sugeriram os mesmos estudos.

Se eu tivesse tido um único pai, teria tido que aceitar ou rejeitar seus conselhos. Tendo dois, tive a escolha entre pontos de vista contrastantes; a visão de um homem rico e a visão de um homem pobre.

Em vez de aceitar ou rejeitar simplesmente um desses pontos de vista, me descobri pensando mais, comparando-os e escolhendo por mim mesmo.

0 problema é que o homem rico ainda não era rico e o homem pobre ainda não era pobre. Ambos estavam no início de suas carreiras e lutavam por dinheiro e família. Mas eles tinham idéias muito diferentes sobre o dinheiro.

Por exemplo, um dos pais dizia: "O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal." O outro: "A falta de dinheiro é a raiz de todo mal."

Quando garoto, a influência de dois pais, ambos homens fortes, era uma situação complicada. Eu queria ser um bom filho e ouvia, mas os dois pais não falavam a mesma língua. O contraste entre suas idéias, especialmente no que se referia ao dinheiro, era tão extremo que eu ficava curioso e intrigado. Comecei a pensar profundamente sobre o que cada um dizia.

Muito do meu tempo era gasto refletindo, fazendo-me perguntas como "Por que ele fala isso?", a respeito das afirmações dos pais. Teria sido muito mais simples falar "Sim, ele está certo. Concordo com isso". Ou simplesmente rejeitar o ponto de vista dizendo "O velho não sabe do que está falando". Porém, tendo dois pais que eu amava, fui forçado a pensar e a escolher um dos caminhos por mim mesmo. Esse processo de escolher por mim mesmo se mostrou muito valioso no longo prazo, não se tratou simplesmente de aceitação ou da rejeição de um único ponto de vista.

Uma das razões pelas quais os ricos ficam mais ricos, os pobres, mais pobres e a classe média luta com as dívidas é que o assunto dinheiro não é ensinado nem em casa nem na escola. Muitos de nós aprendemos sobre o dinheiro com nossos pais. 0 que pode dizer um pai pobre a respeito do dinheiro para seu filho? Ele diz simplesmente: "Fique na escola e estude muito." 0 filho pode se formar com ótimas notas; mas com uma programação financeira e uma mentalidade de pessoa pobre. Isso foi aprendido pelo filho em sua tenra idade.

O dinheiro não é ensinado nas escolas. As escolas se concentram nas habilidades acadêmicas e profissionais mas não nas habilidades financeiras. Isso explica por que médicos, gerentes de banco e contadores inteligentes que tiveram ótimas notas quando estudantes terão problemas financeiros durante toda sua vida. Nossa impressionante dívida nacional se deve em boa medida a políticos e funcionários públicos muito instruídos que tomam decisões financeiras com pouco ou nenhum treinamento na área do dinheiro.

Multas vezes penso no novo milênio e imagino o que acontecerá quando houver milhões de pessoas precisando de assistência financeira e médica. Eles se tornarão dependentes do apoio financeiro de suas famílias ou do governo. O que acontecerá quando o Medicare e a Seguridade Social ficarem sem dinheiro?

Como tive dois pais a me influenciar, aprendi com ambos. Tive que refletir sobre os conselhos de cada um deles e ao fazê-lo percebi o poder e o impacto dos nossos pensamentos sobre nossa própria vida. Por exemplo, um pai costumava falar "Não dá para comprar isso". O outro proibia o uso dessas palavras. Insistia em que eu falasse: "0 que posso fazer para comprar isso?" Num caso temos uma afirmação, no outro uma pergunta. Um deixa você sem alternativa, o outro obriga você a refletir. Meu pai-que-logo-ficaria-rico explicava que ao falar automaticamente "Não dá para comprar isso" seu cérebro pára de trabalhar. Ao perguntar "0 que posso fazer para comprar isso?", você põe seu cérebro trabalhando. Ele não esta dizendo que comprasse tudo o que desejasse. Ele incentivava fanaticamente que exercitasse sua mente, o computador mais poderoso do mundo. "Meu cérebro fica mais forte a cada dia porque eu o exercito. Quanto mais forte fica, mais dinheiro ganho." Ele acreditava que repetir mecanicamente "Não dá para comprar isso" era um sinal de preguiça mental.

** Toda criança nasce rica e inteligente

Meus dois pais eram excelentes professores. Os dois eram instruídos. Mas não entendiam dos mesmos assuntos e não ensinavam as mesmas coisas. Apesar das diferenças, os dois acreditavam nas mesmas coisas com relação às crianças. Os dois acreditavam que todas as crianças nascem inteligentes e ricas. Acreditavam que uma criança aprende a ser pobre e aprende a acreditar que é menos esperta do que as outras. Os dois pais eram excelentes professores, pois achavam possível despertar a inteligência inerente a cada criança. Em outras palavras, não acreditavam em inserir conhecimento na cabeça da criança, mas, sim, em despertar a inteligência da criança.

A palavra educação se origina do latim educare, que significa "extrair". Infelizmente, para muitos, educação é sinônimo de longas e penosas sessões durante as quais temos de captar as informações, decorá-las para as provas e, logo depois, esquecer tudo. Os dois pais eram excelentes professores porque raramente tentavam abarrotar minha cabeça com suas idéias. Em geral, falavam muito pouco, esperando que eu perguntasse quando quisesse saber algo. Ou faziam-me perguntas, na tentativa de descobrir o que eu sabia, em vez de simplesmente falar o que sabiam. Meus dois pais eram excelentes professores e os considero uma das maiores bênçãos de minha vida.

E não posso me esquecer das mães. Minha mãe era uma excelente professora e também um modelo de mãe. Foi minha mestra do amor e da bondade incondicionais, e da importância de cuidar de outras pessoas. Infelizmente, minha mãe morreu prematuramente aos 48 anos. Lutou a vida inteira contra as seqüelas no coração de uma febre reumática que tivera na infância. Foi sua capacidade de ser gentil e amável com os outros, apesar de sua dor, que me ensinou uma lição vital. Muitas vezes, quando estou magoado e quero agredir os outros, simplesmente penso em minha mãe e me lembro de ser mais gentil... e não me zangar ainda mais. Para mim, essa é uma lição importante da qual preciso lembrar-me diariamente.

Certa vez, ouvi dizer que o homem procura mulheres parecidas com a mãe; eu diria que isso vale para meu caso. Minha esposa, Kim, também é uma pessoa extremamente gentil e amável. Lamento que ela e minha mãe não tenham se conhecido. Acredito que teriam sido muito amigas, assim como Kim é de sua mãe. Queria ter uma esposa que também fosse minha parceira nos negócios, pois os melhores dias do casamento de meus pais foram quando trabalharam juntos no Peace Corps.* Lembro-me quando o presidente Kennedy anunciou a criação do Peace Corps. Tanto minha mãe quanto meu pai estavam entusiasmados com a idéia e mal podiam esperar para fazer parte da organização. Quando ofereceram a meu pai o cargo de diretor de treinamento para o Sudeste da Ásia, ele aceitou e pediu que minha mãe fosse a enfermeira da equipe. Acredito que esses foram os dois melhores anos de seu casamento.

Não conhecia muito bem a mãe de meu melhor amigo Mike. Encontrava-a quando ia lá jantar, o que era freqüente, mas não posso dizer que a conhecia bem. Passava muito tempo com seus outros filhos, enquanto Mike e eu passávamos a maior parte de nosso tempo com o pai dele no trabalho. Contudo, quando estava na casa deles, a mãe de Mike também era muito gentil e atenciosa com o que estávamos fazendo. Poderia dizer que ela era uma excelente parceira na vida do pai de Mike. Eram carinhosos, gentis e interessados em tudo o que acontecia com o outro. Embora fosse uma pessoa bastante reservada, estava sempre interessada no que Mike e eu estávamos aprendendo na escola e nos negócios. Assim, apesar de não a conhecer muito bem, aprendi com ela a importância de ouvir os outros, permitir que os outros expressem sua opinião e respeitá-la, mesmo que contrárias às suas idéias. Era uma excelente comunicadora, embora de uma maneira bastante reservada.

LIÇÕES DE MAMÃE E PAPAI

Hoje, o número de famílias nas quais os filhos são criados só pela mãe ou só pelo pai me preocupa. Ter tanto a mãe quanto o pai como professores foi importante para meu desenvolvimento. Por exemplo, eu era maior e mais pesado que a maior parte dos meninos, e minha mãe tinha receio de que eu pudesse usar a vantagem de meu tamanho e me tornar implicante, portanto, insistia em que eu desenvolvesse o que as pessoas chamariam hoje de "meu lado feminino". Como disse, ela era uma pessoa muito gentil e amável e queria que eu também fosse gentil e amável. E eu era. Certo dia, voltei da escola, na minha primeira série, com meu boletim, no qual a professora havia escrito: "Robert precisa aprender a se impor mais. Ele me lembra Ferdinando, o Touro (da história sobre um grande touro que, em vez de combater o matador, sentou-se na arena e ficou cheirando as flores atiradas pelos fãs... coincidentemente uma de minhas histórias favoritas, contadas por minha mãe na hora de dormir). Todos os outros meninos o ficam provocando e empurrando, embora Robert seja muito maior do que eles".

Minha mãe se emocionou ao ler o boletim. Quando meu pai chegou em casa e leu o mesmo boletim, transformou-se em um touro indomável, que certamente não estava ali para cheirar flores.

- Como assim "empurram"? Por que você deixa que eles o empurrem? Está virando um fracote? - perguntou, observando o comentário sobre meu comportamento e não minhas notas. Quando expliquei a meu pai que só estava escutando as instruções de mamãe, ele virou-se para ela e disse:

- Meninos pequenos gostam de provocar. É importante que todos os meninos aprendam a lidar com provocadores. Se não aprenderem a lidar com provocadores desde cedo na vida, crescem deixando ser provocados. Aprender a ser gentil é uma das maneiras de lidar com provocadores, mas, nesse caso a gentileza não funciona.

Virando-se para mim, meu pai perguntou:

- E como se sente quando os outros meninos o provocam?

Respondi, sem conseguir prender o choro:

- Péssimo. Fico sem defesa e assustado. Não quero ir para a escola. Quero revidar, mas também quero ser uma boa pessoa e fazer o que você e minha mãe querem que eu faça. Detesto ser chamado de "gorducho" e "Dumbo" e ser empurrado. 0 que mais detesto é simples mente ter de suportar isso. Sinto-me um maricas e fracote. Até as meninas riem de mim porque só fico lá, chorando.

Meu pai virou-se para minha mãe e olhou-a com raiva durante algum tempo, demonstrando que não gostou do que ouviu.

- Então, o que quer fazer? - perguntou.

- Gostaria de revidar - eu disse. - Sei que posso derrotá-lo São só provocadores que gostam de me irritar porque sou o maior da sala. Todos dizem "não bata neles porque você é maior", mas simplesmente detesto ficar aturando isso tudo. Gostaria de poder tomar um atitude. Sabem que não farei nada, por isso ficam me provocando na frente dos outros. Adoraria poder agarrá-los e socá-los.

- Não bata neles - disse meu pai com calma. - Mas mostre-lhe da forma que puder que você não será mais provocado. Você está aprendendo uma lição muito importante sobre auto-respeito e defender seu direitos. Simplesmente não bata neles. Use a cabeça para descobri uma maneira de lhes mostrar que não admitirá mais provocação.

Parei de chorar. Ao enxugar as lágrimas, senti-me bem melhor descobri a volta de uma certa coragem e auto-estima. Agora, estava pronto para voltar à escola.

No dia seguinte, meus pais foram chamados na escola. A professora e o diretor estavam aborrecidíssimos. Quando meus pais entrara na sala, eu estava sentado em uma cadeira no canto da sala, sujo de lama.

- O que houve? - meu pai perguntou ao se sentar.

- Bem, não posso dizer que os meninos não tenham recebido devida lição - disse a professora - mas, depois que escrevi no boletim de Robert, sabia que algo mudaria.

- Ele bateu neles? - perguntou meu pai, visivelmente preocupado

- Não, não bateu - disse o diretor. - Assisti tudo.

Os meninos começaram a provocá-lo. Dessa vez, porém, Robert pediu que parassem em vez de ficar parado, suportando as provocações... mas eles continuaram. Pacientemente, ele pediu-lhes que parassem três vezes mas eles só o provocavam ainda mais. De repente, Robert voltou para sala, pegou as lancheiras dos meninos e esvaziou-as naquela grande poça de lama. Quando corri pelo gramado até lá, os meninos estavam atacando Robert. Começaram a bater nele, mas ele não revidou.

- O que ele fez? - perguntou meu pai.

- Antes que eu pudesse chegar lá para apartar, Robert agarrou o dois meninos e os empurrou para a mesma poça de lama. E foi assim que ele ficou sujo de lama. Mandei os outros meninos para casa par mudar de roupa, pois estavam ensopados.

- Mas não bati neles - eu disse, do meu canto.

Meu pai lançou-me um olhar penetrante, colocou o indicador na frente dos lábios, fazendo sinal para eu calar a boca, e depois virou-se para o diretor e para a professora e disse:

- Cuidaremos disso em casa.

O diretor e a professora aprovaram, balançando a cabeça, e a professora acrescentou:

- Estou satisfeita com o desenrolar dos acontecimentos dos dois últimos meses. Se não soubesse da história por trás do episódio da poça de lama, teria repreendido Robert. Mas pode ter certeza de que chamarei os pais dos outros dois meninos, além dos próprios, para uma conversa. Não perdoarei o fato de Robert ter jogado os meninos e seus lanches na lama, mas espero que agora tenhamos colocado um ponto final em toda essa história de provocação entre eles.

No dia seguinte, os dois meninos e eu nos reunimos. Discutimos nossas diferenças e nos cumprimentamos. No recreio, outros meninos se aproximaram de mim e me cumprimentaram. Estavam me parabenizando pela minha coragem de enfrentar os dois provocadores que também os provocavam. Agradeci, mas disse: "Vocês devem aprender a lutar suas próprias batalhas. Se não o fizerem, serão covardes a vida toda, permitindo que os provocadores do mundo os " importunem."

Meu pai ficaria orgulhoso ao me ouvir repetir o discurso original que fez para mim. Depois daquele dia, o primeiro ano foi muito mais agradável. Ganhei uma valiosa auto-estima, o respeito de minha turma e a menina mais bonita da turma tornou-se minha namorada, porém, o mais interessante foi que os dois provocadores acabaram se tornando meus amigos. Aprendi a fazer a paz sendo forte, em vez de deixar o terror e o medo persistirem por ser fraco.

Durante a semana seguinte, aprendi várias lições de vida valiosa tanto com minha mãe quanto com meu pai, a partir desse incidente de poça de lama. Este foi o assunto do dia discutido à mesa de jantar. Aprendi que na vida tendemos a fazer escolhas, e cada escolha tem uma conseqüência. Se não gostamos de nossa escolha e da conseqüência, devemos buscar uma nova escolha com um novo resultado. Com esse incidente, aprendi a importância de ser tanto gentil e amável, com minha mãe ensinou, quanto de ser forte e preparado para se defende como me ensinou meu pai. Aprendi que o excesso de um ou de outro ou apenas um e não o outro, pode nos limitar. Assim como o excesso de água pode afogar uma planta que ficou sem água durante muito tempo, nós, seres humanos, muitas vezes podemos ir longe demais e uma ou outra direção. Meu pai me disse na tarde em que voltamos c sala do diretor: "Multas pessoas vivem em um mundo de preto-e-branco, do certo ou errado." Mas muitas outras teriam aconselhado: "jamais revide", e outras ainda: "Revide sempre", porém, o segredo para o sucesso na vida é o seguinte: para revidar, é preciso saber exatamente a força que se deve exercer. Saber exatamente a intensidade da for requer muito mais inteligência do que simplesmente dizer: "Não revide", ou "Revide".

Meu pai costumava afirmar: "A verdadeira inteligência é saber que é adequado, em vez de simplesmente dizer o que é certo ou errado." Aos seis anos de idade, aprendi com minha mãe que precisava ser gentil... mas também aprendi que poderia ser gentil demais. Com meu pai, aprendi a ser forte, mas também que precisava usar minha for de forma inteligente e adequada. Digo sempre que uma moeda te dois lados. Nunca vi uma moeda de um só lado, porém, muitas vez nos esquecemos disso. Acreditamos que o lado em que estamos é único lado ou o lado certo. Ao fazermos isso, podemos estar sendo inteligentes, podemos conhecer os fatos, mas também podemos estar limitando nossa inteligência.

Tive um professor que me disse: "Deus nos deu um pé direito um pé esquerdo. Não nos deu um pé direito e um pé errado. Para andar para a frente, os seres humanos cometem primeiro um erro para a direita e depois outro erro para a esquerda. Pessoas que acreditam que sempre devem estar certas são como pessoas com apenas o pé direito. Acham que estão progredindo, mas normalmente caminham em círculos."

Acredito que, como sociedade precisamos ser mais inteligentes com nossos pontos fortes e fracos. É preciso aprender a equilibrar o lado feminino com o lado masculino. Lembro-me que, na infância, quando estava zangado com outro garoto na escola, às vezes íamos para trás do ginásio e lutávamos. Depois de um ou dois socos, começávamos a nos atracar e, quando nos cansávamos, a luta terminava. O pior que acontecia era uma camisa rasgada de vez em quando ou um nariz sangrando. Muitas vezes, acabávamos amigos depois que a luta terminava. Hoje, os meninos ficam zangados, começam a pensar em termos de certo ou errado", pegam logo nas armas e atiram uns nos outros... e isso ocorre tanto com meninos quanto com meninas. Podemos estar na Era da Informação e os meninos podem ser mais "sofisticados" do que seus pais mas todos nós poderíamos aprender a ser mais inteligentes com nossas informações e emoções. Como disse, precisamos aprender tanto com nossas mães quanto com nossos pais, pois, com tantas informações, é preciso ser mais inteligente.

Este livro é dedicado aos pais que queiram educar filhos mais espertos, mais ricos e também financeiramente mais inteligentes.

 

** Quem Mexeu No Meu Queijo?,  de Spencer Johnson, M.D

Há muito tempo, num país muito distante, quando as coisas eram diferentes, havia quatro pequenos personagens que corriam através de um labirinto à procura de queijo, que os alimentasse e os fizesse felizes.

Dois eram ratos, chamados Sniff e Scurry, e dois homenzinhos - seres tão pequenos quanto os ratos, mas que se pareciam muito com as pessoas de hoje, e agiam como elas. Seus nomes eram Hem e Haw.

Devido ao seu pequeno tamanho, era fácil não notar o que os quatro faziam. Mas se se olhasse bem de perto, as coisas mais surpreendentes seriam descobertas!

Todos os dias os ratos e os homenzinhos procuravam no labirinto seu próprio queijo especial.

Sniff e Scurry, possuindo apenas cérebros simples de roedores, mas instintos aguçados, procuravam pelo queijo duro de roer de que gostavam, como os ratos costumam fazer.

Os dois pequenos homenzinhos, Hem e Haw, usavam seus cérebros cheios de muitas crenças, para procurar um tipo muito diferente de Queijo - com Q maiúsculo -, que achavam que os tornaria felizes e bem-sucedidos.

Embora os ratos e homenzinhos fossem diferentes, tinham algo em comum: todas as manhãs vestiam roupas de correr e tênis, saíam de suas pequenas casas e corriam para o labirinto à procura de seus queijos favoritos.

O labirinto era um emaranhado de corredores e divisões, algumas contendo um queijo delicioso. Mas também havia cantos escuros e becos sem saída. Era um lugar fácil para se perder.

Contudo, para aqueles que encontravam o caminho, o labirinto continha segredos que lhes permitia ter uma vida melhor.

Os ratos, Sniff e Scurry, usavam o simples método de tentativa-e-erro, para encontrar o queijo. Corriam por um corredor, e se o encontrassem vazio, viravam-se e corriam por outro. Lembravam-se dos corredores que não tinham queijo e rapidamente iam para novas áreas.

Sniff farejava a direção do queijo, usando seu grande focinho, e Scurry corria na frente. Como se poderia esperar, eles se perdiam, seguiam pelo corredor errado e freqüentemente se chocavam nas paredes. Mas logo achavam o caminho.

Assim como os ratos, os dois homenzinhos, Hem e Haw, também utilizavam sua habilidade de pensar e aprender com experiências passadas. Entretanto, contavam com seus complicados cérebros para desenvolver mais métodos sofisticados de encontrar Queijo.

Algumas vezes iam bem, mas em outras suas poderosas crenças e emoções humanas assumiam o comando e modificavam a maneira como eles viam as coisas. Isso tornou a vida no labirinto mais difícil e desafiadora.

Contudo, todos - Sniff, Scurry, Hem e Haw descobriram, com seus próprios meios, o que estavam procurando. Um dia, cada um encontrou o seu tipo de queijo no final de um dos corredores no Posto C de Queijo.

** Disciplina, Limite Na Medida Certa, de Içami Tiba

Como se criam folgados e responsáveis

Duas horas da tarde de um belo domingo ensolarado. Trancado na cozinha, o jovem Mário, de dezessete anos, gritava que estava com uma faca na mão e que ia se matar.

O pai, a mãe e a irmã, do lado de fora da cozinha, tentavam acalmá-lo, fazendo apelos desesperados e inúmeras promessas. O filho respondia que não confiava mais na família: independentemente do que todos dissessem, ele ia se matar. Os pais, atordoados e sem alternativas, chamaram a polícia.

Assim que chegaram à grande e confortável residência da família, os policiais se prontificaram a conversar com o rapaz. Mário permitiu somente a entrada dos guardas na cozinha: os pais e a irmã tiveram de esperar do lado de fora. Depois de alguns poucos minutos de negociação que pareceram uma eternidade para a família -, a porta da cozinha se abriu e os policiais saíram trazendo Mário. Os pais estavam ansiosos para saber o que acontecera lá dentro, pois não puderam ouvir nem uma palavra. O rapaz exibia uma expressão de indiferença, sem o menor sinal de sofrimento.

Os policiais assumiram a tarefa de representá-lo perante sua família. Disseram que os país deveriam manter o equilíbrio. O filho estava nervoso e não admitia que ficassem tão bravos só por causa de uma sobremesa. E arremataram: "Mas como pode o senhor, culto e bem posicionado, brigar por causa de uma mísera sobremesa?". O pai, aturdoado com a censura dos guardas, perdeu a fala.

Ao final daquele desagradável incidente, os pais estavam envergonhados e Mário parecia orgulhoso. Na saída, para completar a humilhação, os policiais reforçaram:

"Se seus pais aprontarem novamente, pode nos chamar que voltaremos mais enérgicos".

A reviravolta

O que será que houve naquela tarde de sol para culminar numa situação assim tão constrangedora? Retomemos a história, passo a passo.

Como era domingo, a cozinheira estava de folga; a empregada e a arrumadeira, ausentes; e o motorista também havia sido dispensado. Não havia, portanto, nem um empregado na casa. Para garantir o almoço do domingo na falta deles, a família dividia as tarefas. Mário, o folgado da casa, nunca cumpria sua parte.

Naquele dia, todos estavam desempenhando bem suas funções. Mário devia servir a sobremesa, isto é, pegar o doce na chegou sua vez, ele afirmou: "Eu não vou". Em inúmeras ocasiões anteriores, o rapaz havia se recusado a ajudar e nunca houve problema. Sempre havia alguém que se dispunha a realizar a tarefa no lugar dele: a mãe, para evitar escândalos; o pai, que preferia ignorar a situação. Só a irmã se recusava, pois não aceitava tal situação.

A família ficou atônita. Estavam até então num clima ótimo, cada um colaborando para o sucesso do almoço. Agora o rapaz punha tudo a perder. Mas dessa vez ninguém vacilou. A tarefa era dele. Mário tinha que buscar o doce - uma compota. Ele resistiu, dizendo que não pegaria a sobremesa "nem morto". Seus pais, que a essa altura já estavam com o almoço estragado, julgaram estranha essa observação. Então, pressionado, Mário, sem querer, acabou falando que havia comido sozinho toda a sobremesa. Como a casa era muito farta, os pais retrucaram: "Mas nós compramos uma dúzia de latas de compota". Qual não foi a surpresa deles quando o filho confessou ter comido tudo!

Então o pai propôs uma solução: "Como foi você quem acabou com o doce, para terminar o almoço você vai até a padaria da esquina comprar uma sobremesa". "Não vou 11, respondeu Mário. "Vocês não mandam em mim e não vão me tratar como empregado." Sempre abusado, o rapaz fez um discurso colocando-se no papel de vítima: "Não posso comer nem uma compota?". Chamou o pai de pão-duro, a mãe de desorganizada e a irmã de puxa-saco. E intempestivamente, entre gritos e xingamentos, levantou-se da mesa, trancou-se na cozinha e, de faca em punho, ameaçava se matar.

O príncipe da casa

Mário foi construído a quatro mãos para ser um folgado - depois, além da família, contribuíram também os empregados. O pai, órfão desde pequeno, realizava suas mínimas vontades. Não deixava eu nada lhe faltasse.

A maior alegria do pai era ver o filho contente. Seu maior sofrimento, ter de dizer não ao filho. Ele era o escravo do sim.

Mário não conheceu limites e tudo lhe foi favorecido para que suas vontades (folgas) fossem atendidas, mesmo que custassem sacrifícios (sufocos) dos outros.

** Homens São De Marte, Mulheres São De Vênus, de John Gray

BOAS INTENÇÕES NÃO BASTAM

Apaixonar-se é sempre mágico. Parece eterno, como se o amor fosse durar para sempre. Nós ingenuamente acreditamos que, de alguma maneira, estamos isentos dos problemas que nossos pais tiveram, livres das probabilidades da morte do amor, certos de que era para ser assim e que nós estamos destinados a viver felizes para sempre.

Mas quando a mágica desaparece e a vida cotidiana assume o poder, o que emerge é que os homens continuam a esperar que as mulheres pensem e reajam como homens, e as mulheres esperam que os Homens sintam e se comportem como mulheres. Sem uma consciência clara das nossas diferenças, nós não nos dedicamos a entender e respeitar um ao outro. Nós nos tornamos reclamões, ressentidos, judiciosos e intolerantes.

Com a melhor e mais amável das intenções o amor continua a morrer. De alguma forma os problemas se introduzem. Os ressentimentos se edificam. A comunicação sucumbe. A desconfiança aumenta. Os resultados são rejeição e repressão. A magia do amor está perdida.

Nós nos perguntamos:

Como isso acontece?

Por que acontece?

Por que acontece conosco?

Para responder a essas perguntas, nossos maiores pensadores têm desenvolvido modelos psicológicos e filosóficos brilhantes e complexos. Mesmo assim o velho padrão retorna. O amor acaba. Acontece com quase todo mundo.

A cada dia milhões de pessoas estão procurando por um parceiro para experimentarem aquele sentimento especial de amor. A cada ano milhões de casais se juntam com amor e então se separam dolorosamente porque perderam aquele sentimento amoroso. Daqueles que são capazes de sustentar o amor por tempo suficiente para se casarem somente 50% ficam casados.

Desses que ficam juntos, possivelmente outros 50% não estão satisfeitos, Eles ficam juntos por fidelidade e por obrigação ou por medo de terem de começar tudo de novo.

Muito poucos indivíduos, de fato, são capazes, de crescer em amor. Ainda assim, isso acontece. Quando homens e mulheres são capazes de respeitar e aceitar suas diferenças, então o amor tem uma chance de desabrochar.

Através da compreensão das diferenças ocultas do sexo oposto nós podemos, com maior sucesso, dar e receber o amor que está em nossos corações. Através da validação e aceitação das diferenças, soluções criativas podem ser descobertas por onde podemos ter sucesso em conseguir o que queremos, E, mais importante, nós podemos aprender como amar e amparar melhor as pessoas com as quais nos importamos

** Você: A Alma Do Negócio,de Roberto Shinyashiki

AUTOMOTIVAÇÃO

Agora você é o técnico, o gerente de vendas ou acaba de criar a sua consultoria. Agora o jogo está nas suas mãos. Não haverá ninguém acima de você para motivá-lo. Agora é a sua vez de incendiar o time. A energia terá de começar dentro de você. Não adianta ficar esperando que alguém apareça para fornecer o gás extra de que você precisa. Ou cria o pique para fazer o que precisa ser feito, ou as coisas não vão acontecer...

Pior ainda: Agora não adianta reclamar de ninguém. Agora você tem a chance de mostrar que tudo o que dizia que faria quando fosse promovido será realizado. Agora não tem papai nem mamãe. Agora, mais do que nunca, você precisa da primeira qualidade de um empreendedor: a automotivação.

Quem tem motivação própria não espera o despertador tocar para acordar. Com automotivação, você não vai sentir falta de chefe. O seu líder é a sua paixão por ver as coisas serem feitas. O seu chefe é o incômodo interior que você mesmo sente ao ver que as coisas estão por ser feitas. A ordem mais forte que você recebe chama-se agora iniciativa pessoal, é ela que faz com que assuma o controle da situação nos momentos mais difíceis.

* Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen Covey

O Poder de uma Mudança no Paradigma

Talvez a mais importante noção a ser aprendida com a demonstração da percepção esteja na área de mudança de paradigma, aquilo que poderíamos chamar de experiência do tipo Aha!! - onde uma pessoa finalmente "vê" o desenho inteiro de um outro modo. Quanto mais alguém se liga à percepção inicial, mais poderosa é a experiência do Aha!! É como se uma luz interna se acendesse subitamente.

O termo mudança e paradigma foi introduzido por Thomas Kuhn em seu memorável livro The Structure of Scientifíc Revolutions (Estrutura das Revoluções Científicas), que influenciou muitos autores. Kuhn mostra como praticamente todas as revoluções no campo da pesquisa científica começaram em rupturas com a tradição, com o modo antigo de pensar e com velhos paradigmas.

Para Ptolomeu, o grande astrônomo egípcio, a Terra era o centro do universo. Mas Copérnico criou uma mudança de paradigma, além de uma imensa resistência e perseguição, ao colocar o Sol no centro. Repentinamente, tudo podia ser interpretado de modo diferente.

0 modelo de Newton para a Física era um paradigma preciso, e ainda constitui a base da engenharia moderna. No entanto, era parcial e incompleto. O mundo científico foi revolucionado pelo paradigma de Einstein, a Teoria da Relatividade, possuidor de um valor muito maior para a explicação e previsão dos fenômenos.

** A Semente da Vitória, de Nuno Cobra

Sempre dei muita importância à força do pensamento. Sua influência foi nítida em relação às performances de meus pupilos. Muitas vezes me surpreendi com a espantosa força mental que todos atingiram. Sempre que se concentravam em seu monitor cardíaco (relógio que marca a freqüência cardíaca dos batimentos do coração), percebia que os batimentos baixavam, atingindo pontos realmente incríveis. Eu os via mudando o ritmo de batimentos do coração, um órgão involuntário, só com a força de seu pensamento. Veja de que poder incrível o homem é capaz. Aliás, todos nós somos capazes de operar fenômenos incríveis. Isso ocorre até em nível inconsciente, já que meus pupilos têm abrigada na memória a minha metodologia e sabem que, quanto menor a freqüência cardíaca, menor é o esforço para o coração.

Nosso pensamentos exercem influência direta sobre o corpo e metabolismo. Mas a mente também depende do corpo para formular os pensamentos, pois tudo o que chega ao cérebro chega por intermédio dos órgãos e dos sentidos. O cérebro não tem acesso direto ao mundo real. Está isolado do mundo, fechado e protegido na caixa craniana. Sabe somente aquilo que sentimos ou pensamos que sentimos.

O cérebro tem um fantástico e admirável talento que nos permite "criar" a realidade. Muitas vezes não importa tanto o local em que realmente estamos, mas o que sentimos nesse lugar. Um mesmo espaço, por exemplo, pode ser ótimo para uns e péssimos para os outros. A diferença entre uns e outros está no que a percepção de cada um colhe e a emoção qualifica, enviando essas sensações para o cérebro. É como duas pessoas que chegam à mesma festa juntas. Uma delas diz: "Que lugar legal, bem decorado. Tá cheio de gente bonita. Puxa! Que música gostosa que tá tocando. Isto aqui é uma delícia!" Essa pessoa fisiologicamente vai se sentir bem, pois o cérebro é capaz de perfazer os tais hormônios de alta qualidade que mencionei. Mas outra pessoa que chegou junto na mesma festa diz: "Que lugar medonho, superbrega! Que gente esquisita! E que música mais chata! Que saco está aqui!" Essa pessoa vai se sentir mal fisiologicamente, pois o cérebro também é capaz de perfazer tais hormônios de péssima qualidade e lançá-los na corrente circulatória.

Você percebe que o que acha que é fica valendo como verdade para seu cérebro, e não o que o outro acha que é ou até o que é na verdade. É necessário orientar corretamente seu cérebro, desenvolvendo melhor o corpo emocional para lhe enviar coisas boas e positivas. Você precisa estar sempre muito alerta em relação a seu pensamento. Nosso cérebro é burro, mas seu poder é inigualável. Você precisa colocar de maneira correta o que deseja dele. Ele é o mais dócil, precioso e poderoso participante de sua vida e está sempre submetido aos órgãos dos sentidos, manipulados no calor da emoção.

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